terça-feira, 29 de novembro de 2011

Exponha-se

Aceitar pra quê?
Ser aceito então, nem se fale.
Aceitar apenas que no fundo, ninguém é obrigado a aceitar nada, muito menos ser aceito por ninguém.
O que você pensa não irá mudar simplesmente por gostarem ou não.
A não ser que seja tolo.
Se preferir, que mude, quão importa se te acharão tolo?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que realmente importa?

O que importa?

Já comi nos melhores restaurantes como também já comi marmita requentada em banho maria, foi quando aprendi que o importante não é de onde vem ou como é servido o que comemos, o importante é se alimentar. Foi também quando percebi que na vida, muitas vezes, apenas ficamos satisfeitos quando resultados estão de acordo com as expectativas, quando na verdade não deveria ser bem assim.
Quando amamos queremos ser correspondidos, e caso isso não aconteça ficamos tristes, achando que não acontecerá outra vez ou algo do tipo, mas o importante não é ser correspondido, importante mesmo é amar.
Percebi também que o que vale não é gostar de tudo que prova, é  provar, estar aberto ao novo, seja uma comida, uma sensação, um aprendizado.
Felicidade não é sentir apenas os melhores dos sentimentos, é sentir, é saber sentir. Quando não se conhece o ruim, não se dá o valor que o bom merece.
O que nos move não é o ter, é o desejar.
Realizar sonhos é ótimo, mas e quando eles não se realizam?  Sonhe denovo
Todos queremos ser correspondidos no amor, provar delicias, sermos felizes, termos tudo que um dia imaginamos, realizar todos nossos sonhos, mas isso tudo só poderá acontecer um dia se soubermos amar, tivermos prazer apenas em provar, independente do resultado, sentirmos sem culpa, tirarmos de nossos desejos a energia para continuar e não usarmos o fato de não termos para desistir.


Rafael Hentschel

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O medo de errar por Martha Medeiros


A gente é a soma das nossas decisões.

É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num local inusitado: dentro do mercado. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões transparente, extra transparente, colorido, temático, flexível. Absorvente com aba e sem aba, com perfume e sem perfume, cobertura seca ou suave. Creme dental contra o amarelamento, contra o tártaro, contra o mau hálito, contra a cárie, contra as bactérias. É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de errar.

Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim do dias. Era a maionese tradicional.

Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não tê-los. Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas. Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?

A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.

Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7. Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?

Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.

(texto de Martha Medeiros, publicado no jornal Zero Hora/RS – 25/setembro/2011)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Falta de inspiração?

Um  dia ouvi dizer que felicidade não trazia inspiração. Parei para pensar e percebi que na verdade quando estamos tristes temos inspiração porque passamos muito tempo parados, pensando, muitas vezes até nos lamentando, e quando estamos felizes, não temos tempo para ficar pensando e esperando inspirações.Geralmente estamos mais ocupados simplesmente sendo felizes.